Você reconhece e aceita que cria as suas próprias dificuldades?

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date_range 01/07/2019
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Eu perguntei às pessoas do meu programa de treinamento o que, na opinião delas, havia impedido que prosperassem ao longo dos anos. Elas tiveram algumas “sacadas” intrigantes. Um dos meus alunos escreveu, “Aceitei por algum tempo que eu mesmo criava minhas próprias dificuldades. (Entendo a lógica disso; ainda estou me esforçando para aceitar no coração.)

Minha pergunta não era ‘Por que isso aconteceu comigo?’, mas ‘Por que eu criei esses problemas’.



“O clássico ‘medo do sucesso´? Acho que não. Sou saudável e bem-sucedido, e gosto disso. Medo de fracassar? Também acho que não. Eu não gosto de fracassar, mas também não tenho medo. Reconheço que é uma parte do processo.

“Baixa autoestima? Isso certamente interfere. Mas não sinto que seja a razão por trás de tudo. E, então, alguns dias atrás me ocorreram uma possibilidade…”



Continuaremos em breve com o que ocorreu a esse aluno. Primeiro, no entanto, quero que você se faça uma pergunta:

Você reconhece e aceita que cria as suas próprias dificuldades? Ou você ainda está culpando o destino, a falta de sorte, o governo, a economia, o seu ex-marido ou ex-esposa, ou uma conspiração comunista?

E, se você aceita isso, por que você acha que cria essas dificuldades?

Eis o que ocorreu ao meu aluno. Ele escreveu, “Eu manifestei esses desafios para que tivesse desafios para superar! (Não estou dizendo que esse é o jeito ‘certo’ de pensar nem o jeito mais ‘saudável’. Só estou procurando as razões para o meu comportamento.) Durante boa parte da vida adulta. gostei de pertencer ao time dos ‘perdedores’ e ajudá-los a ganhar o jogo decisivo do campeonato. Muitas e muitas vezes, aceitei desafios, só para provar a mim mesmo que eu era capaz de vencer desafios”.

Eu acho que essa pode ser uma pista importante. Quando olho para trás e vejo meus “anos trevosos” (os 50 primeiro anos da minha vida!), percebo que tive praticamente a mesma mentalidade esse tempo todo.

O que nos leva no segundo problema…

Isto é, por que eu, você, qualquer pessoa, quer (ou precisa) superar esses desafios? Isso dá o que pensar. Porque a resposta a essa pergunta tem o poder de virar a sua vida do avesso em um estalar de dedos.

Por favor, leia essa última sentença outra vez. Saiba o que mais ocorreu aos meus alunos. “Acho que eu mesmo cavei o poço onde estou, então poderia encontrar uma maneira de sair dele! Eu gostaria de dizer que é porque sou incapaz de aprender e crescer (essa é uma nobre razão), mas acho que pode ser mais do que isso. Sinto que existem algumas questões mais profundas e, quando eu conseguir descobri-las, não sentirei mais a necessidade de manifestar desafios na minha vida. Pelo menos eu gostaria que isso acontecesse”

Eu também! Quando olho para trás e vejo meu modo de pensar nos meus tempos de vacas magras, tenho a impressão de que achava romântico ser um carinha que brigava contra as forças do mal. Eu gostava de contar as minhas experiências de vítima aos meus amigos vítimas. (E fazia isso diariamente.)

Esse tópico gerou, no meu website, uma enxurrada de respostas de outros alunos. Uma senhora escreveu, “Talvez eu tenha tornado as coisas mais difícil para mim mesma para que eu pudesse dar a impressão de que era esperta e inteligente. Sempre acho suspeito quando um trabalho ou um problema parece fácil demais. ‘É realmente fácil ou sou eu que não estou olhando direito ou vendo as armadilhas?’ E veja o que eu faço: torno as coisas tão difícil que não tenho mais dúvida nenhuma; a coisa fica difícil de verdade! E todo mundo pode constatar a mesma coisa!”

Acontece o mesmo com você?

Outra aluna mencionou algo parecido. Ela disse, “Desde que era muito jovem e até começar esta jornada, sempre fui a campeã em criar desafios – ou em manifestar dificuldades  para mim mesma! Isso definitivamente tem a ver com o modo como eu cresci e com o meu desvalor; também acredito que nasci com os genes de uma batalhadora. Por isso vivia procurando desafios, criando algum tipo de caos ou ajudando a turma dos perdedores – o que eu era também. Eu era boa em tudo isso e a admiração dos outros fazia eu me sentir tãããão bem!”

Por fim, outra aluna escreveu, “Eu me vangloriava por sempre escolher o caminho mais difícil, pois achava que o sofrimento enobrecia. Mas ele não me trouxe nada a não ser angústia e muito pouco para mostrar – a não ser algumas cicatrizes de batalha que ganhei com os pequenos tiranos da minha vida. É como se isso me desse uma desculpa para ser medíocre, pois, na verdade, eu estava construindo um caráter (danado de bom!) e testando meu próprio senso de valor com todo grande problema que criava na minha vida”.

Eu vi esse padrão se repetir muitas e muitas vezes, na vida de alunos de todas as idades e de vários países diferentes. É reconfortante pensar que nós manifestamos desafios porque adoramos desafios. E é consolador achar que esta- mos construindo o nosso caráter; que fazemos isso porque faz com que a vitória seja mais doce… etc. Mas e se não for nada disso?

Quando pesquisei mais a fundo, descobri outra motivação mais profunda. Eu acredito que manifestar desafios difíceis é simplesmente outro jeito de não deixar de ser vítima! Criamos mais desafios porque eles nos garantem a simpatia dos outros; temos uma desculpa para fracassar; não temos que nos sentir responsáveis por não ser bem-sucedidos. É a recusa extrema em assumir a responsabilidade pelo que acontece na nossa vida.

Isso nos autoriza a mentir para nós mesmos. Achamos que ninguém pode dizer que não nos esforçamos. Podemos dizer, Fiz tudo o que podia, mas eu: não tinha cartucho/vim de família pobre/ não sou branco/ não tenho o nível de instrução exigido” Essas são desculpas esfarrapadas para uma vida de mediocridade.

Mas agora vêm as boas notícias. Se você pode criar dificuldades, obstáculos e sofrimento, como o seu passado mostra, o que o impede de criar sucesso, progresso e felicidade na sua vida AGORA mesmo?



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