Roma, o menor país do mundo alicerçado no poder papal

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date_range 09/07/2019
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Roma é a cidade das colinas e a cidadela dos papas não fugiria à regra. O Vaticano fica no alto da Colina do Vaticano, quase ás margens do rio Tibre. Menor país do mundo, com menos de um quilômetro quadrado de território, a capital da Igreja Católica tem cerca de mil habitantes. Mas aqui, literalmente, tamanho não importa. Pelo menos, o tamanho como estamos acostumados a medi-lo: em metros.

Monarquia absoluta teocrática – o regime político mais antidemocrático do mundo -, o país se mantém alicerçado não só no poder papal, líder da maior seita religiosa do planeta, mas em alguns prédios de real valor histórico e cultural, como a Basílica de São Pedro (maior igreja do mundo), os Museus (guardiões de um patrimônio artístico inigualável) e o Castelo de Santo Angelo (de mausoléu do imperador Adriano a fortaleza papai). Além da Praça de São Pedro, local religioso mais visitado no Ocidente.



Sem contar o poder vindo lá dos céus.

Para muitos, o mais importante.



A pequena cidade-Estado foi o que restou dos poderosos Estados Pontifícios, o reino papai que governava Roma, boa parte da Itália e estendia seu poder a outros países, cujos soberanos não ousavam desafiá-lo. Durante séculos, ser excomungado pelo Sumo Pontífice era pior do que perder uma guerra. Acostumado a liderar cruzadas para manter sua proteção aos cristãos em territórios alheios, o Vaticano manteve a tradição.

O tratado que o criou, após a Unificação da Itália, assegurou à Santa Sé autoridade extraterritorial sobre outros locais em Roma e arredores, incluindo as basílicas papais de São João em Latrão, Santa Maria Maior e São Paulo fora dos muros. Mais alguns lugares espalhados pela cidade.

Um país com suas ilhas.

Todas em terra firme.

Como Estado independente, o Vaticano tem o seu próprio Exército: a Guarda Suíça. Formada por católicos suíços, foi criada por Júlio II, no início do século XVI, sendo até hoje responsável pela segurança do papa. Fotografar-se diante dos guardas com suas roupas coloridas e lanças em punho é uma das atividades mais disputadas pêlos turistas, religiosos ou não. Faz sentido. Eles parecem ter saído daquelas figurinhas de colar, avidamente colecionadas para completar nossos álbuns de história.

Mas não para aí. Única nação a manter o latim como língua oficial, o Vaticano tem serviço postal, jornal, estação de rádio e muito mais. E, em alguns lugares, sua própria embaixada. E dono também, segundo seus detratores, da maior imobiliária do planeta e seu banco seguidamente está envolvido em escândalos financeiros.

Os papas também cometem pecados.

O papa Francisco já admitiu isso.

A cidadela papai foi se moldando ao longo dos séculos, através de muitas reformas e acréscimos, até chegar ao tamanho atual. O Muro Leonino data do século IX, quando o papa Leão IV o encomendou após uma série de ataques sarracenos. Os árabes chegavam, a Europa estava diante de um novo inimigo. Poderoso: tinha até seu próprio deus.

Há em uma das salas dos Museus Vaticanos um quadro de Pietro Perugino, mestre de Rafael, chamado Incêndio di Borgo, retratando o papa extinguindo um incêndio ao fazer o sinal da cruz. Mas Leão IV sabia que os infiéis não acreditavam no mesmo Deus, seus milagres não tinham efeito sobre eles; então era preciso precaver-se. Fez muito bem.

O Palácio Apostólico, atual sede dos Museus Vaticanos, foi mandado construir por Eugênio III, no século XII. O acervo dos museus levou mais de mil anos para ser completado, e ainda hoje recebe novas peças. Muita coisa veio roubada, a começar pelas riquezas egípcias.

Mas ali, pelo menos, está bem guardado.

Cidade do Vaticano

Então, deixa assim.

Em frente ao Vaticano esta a Praça de São Pedro, enorme espaço destinado aos peregrinos, cm especial durante as aparições do papa. Projetada por Bernini, ela está cercada por duas colunatas semicirculares, cada uma com quatro fileiras de colunas góticas. Formam uma elipse direcionando os fiéis para a basílica. No centro, um obelisco usado por Nero como baliza para as corridas de biga. Curiosamente, Roma tem mais obeliscos egípcios do que o Cairo.

Um pouco além da praça, ligado ao Vaticano pelo Passetto di Borgo (por cruzar o bairro medieval de Borgo), está o Castel Sant’Angelo. Aos peregrinos, a passagem secreta criada no século XIII está fechada, mas pode-se chegar ao castelo através de uma simples caminhada pela Via delia Gonciliazone.



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