Pare de discutir com a vida e esqueça a forma como você pensa que as coisas “deveriam” ser

Evolução
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date_range 25/07/2019
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A falta de felicidade que sentimos em nossas vidas tem origem, em grande parte, em nossos julgamentos. Temos uma tendência a julgar tudo. As pessoas à nossa volta, as circunstâncias que elas apresentam, os acontecimentos do momento e, é claro, nós mesmos.

Algumas pessoas não perdem uma oportunidade de se colocar em posição de julgamento. É quase como se apropria vida estivesse num tribunal. O tempo todo.



O que é especialmente interessante a respeito da maior parte do julgamento humano é que as pessoas nem mesmo usam algum critério objetivo para fazer suas determinações. Na maior parte das vezes elas usam sua experiência prévia, suas próprias idéias, suas próprias “histórias” como base a partir da qual decidir a respeito do outro.

Nunca ocorre a essas pessoas, é claro, que a experiência delas, suas idéias, sua “história” é que poderiam ser um pouco distorcidas.



Já observei isso com suficiente distanciamento para concluir que provavelmente estou fazendo a mesma coisa. Então, fiz um verdadeiro esforço para adotar a auto-reflexão como um substituto para o julgamento de outros.

Quando fico tentado a julgar, olho para dentro para ver quando foi que agi dessa forma em minha vida, onde foi que produzi tais resultados em minha vida, como foi possível que tivesse cometido tais erros em minha vida. De repente, a compaixão se instala, tirando o do caminho — e tornando a condenação impossível.

O que estou dizendo é que o julgamento não tem lugar num coração amoroso. No entanto, lembre-se, julgamento não é discernimento, e observação não é julgamento. Ê perfeitamente saudável ter discernimento e é perfeitamente natural fazer observações. Uma “observação” diz o que é aquilo”. Um julgamento diz do que aquilo deveria ser”.

Nem pense em julgar a si mesmo. Porque Deus não vai julgá-lo, jamais. Não, nem agora, nem nunca. Essa é a verdade por trás da verdade. Essa é a palavra que não pode ser dita. Essa é a blasfêmia das blasfêmias. Julgamento e Condenação estão entre as Dez Ilusões dos Humanos. Ambos simplesmente não são reais.

Abandone todas as expectativas.

Nada se constitui em obstáculo maior para a felicidade duradoura (ou, da mesma forma, para a felicidade imediata) do que as expectativas. Abandone-as neste momento e nunca mais as alimente, sobre qualquer pessoa ou coisa.

Esqueça a forma como você pensa que as coisas “deveriam” ser.

No Universo não há “deveria”. “Deveria” é uma construção humana, não tem nada a ver com a realidade absoluta. Saiba que as reviravoltas que nos afastam do caminho que pensávamos estar tornando não são, de maneira nenhuma, desvios, mas o caminho mais rápido entre onde estamos e onde queremos estar — do contrário não o estaríamos tornando.

Acredite que Deus sabe o que está fazendo. Saiba que a vida está sempre conspirando a seu favor. Entenda que a expectativa é apenas a sua idéia a respeito de alguma coisa, e que essa idéia não leva e não pode levar em consideração o complexo entremear das jornadas de vida empreendidas por todos nós, sequêncial e simultaneamente, na vivência co-criativa e coletiva da Única Alma, expressa por meio de Muitas.

Em outras palavras, há mais acontecendo aqui do que os olhos podem ver. Há mais de um plano. Trata-se de um objetivo único, mas de um processo múltiplo. Esteja sempre ciente disso, e você descobrirá que manter suas expectativas apenas cria problemas para o Plano Perfeito e para o desenrolar dele no palco da vida por todos os participantes.

O que estou dizendo é que as expectativas colocam um limite na maneira como você define perfeição e que esse limite sufoca sua criação da própria perfeição. Portanto, não espere nada e fique com seja lá o que for que você conseguir. Aceite seja lá o que for que surgir.



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