A enfermeira Vilma Lobo, de 47 anos, fala do resultado


A enfermeira Vilma Lobo, de 47 anos, comemorou o resultado negativo do exame de HIV. Ela foi atacada , por um travesti soropositivo no Hospital Regional de Ceilândia, no DF.

Enquanto não recebia o resultado, Vilma tomava cinco comprimidos e uma injeção a cada 12 horas.

O travesti Osmair Miliano foi preso em flagrante e vai responder por duas tentativas de homicídio qualificado. A pena varia 12 a 30 anos de prisão.

As pacientes que se apresentam em crise, são pessoas com intenso sofrimento emocional e físico, por isso, frágeis, com várias expectativas e fantasias, freqüentemente irreais, que influenciam suas respostas ao tratamento. Portanto, deve prevalecer uma atmosfera de segurança e proteção, com comunicação clara e franca, quando atos violentos não podem ser permitidos ou tolerados.

Frente a um paciente em crise, é prioritário determinar quanto risco ele apresenta para si mesmo e para terceiros, fazer um diagnóstico inicial, identificar os fatores desencadeantes, necessidades imediatas e iniciar ou encaminhar o tratamento adequado.

Durante a avaliação, deve se ficar atento para qualquer sinal de violência iminente. Alterações abruptas no comportamento, fala ou afetos podem sinalizar uma perda de controle. Outros sinais incluem atos de violência recente, dentes e punhos cerrados, ameaças verbais, portar armas ou objetivos potencialmente utilizáveis como armas (talheres, cinzeiros) agitação psicomotora (que é considerada um importante indicador pois quase sempre precede atos violentos), intoxicação, delírios paranóides e alucinações de comando.

A primeira e mais importante medida a ser tomada frente a um paciente em emergência é PROTEGER-SE. Tenha em mente que a violência é sempre uma possibilidade e não se deixe surpreender por um ato súbito, nem se coloque em uma situação na qual possa ser agredido, por exemplo: entrevistar um paciente potencialmente violento a sós em um consultório pequeno com a porta fechada. Fique dentro do campo de visão de outros membros da equipe. Pode ser necessário tirar colares e brincos, nos quais o paciente poderia agarrar-se ou puxar, e jamais entreviste um paciente que tenha qualquer tipo de arma.

Nunca chegue muito próximo a um paciente paranóide, pois ele pode sentir-se ameaçado. Mantenha-se a pelo menos um braço de distância de qualquer paciente potencialmente violento. Não desafie ou enfrente um paciente psicótico. Esteja alerta para os sinais de violência iminente. Sempre deixe uma via de escape aberta para o caso de ser atacado, e nunca, jamais lhe vire as costas.

A avaliação diagnóstica definitiva deve incluir os sinais vitais do paciente, avaliação cuidadosa de risco de suicídio e um plano de tratamento que proporcione o manejo da potencial violência subseqüente.

 

Autoproteção

A. Saiba tanto quanto possível sobre os pacientes, antes de encontrá-los.

B. Deixe os procedimentos de contenção física para profissionais treinados.

C. Esteja alerta para os riscos de violência iminente.

D. Atente para a segurança do espaço físico à sua volta (por ex., acesso a portas, objetos da sala).

E. Tenha outras pessoas presentes durante a avaliação, se necessário.

F. Garanta a presença de outras pessoas nas imediações.

G. Atente para o desenvolvimento de uma aliança com o paciente (por ex., não confronte ou ameace pacientes com psicoses paranóides).

Quando os pacientes têm planos suicidas ou se já tentaram suicídio, o médico deve contatar com a polícia imediatamente.

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(fonte: http://noticias.band.uol.com.br/cidades/noticia/?id=100000350377)
-psiquiatriageral.com.br

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