Lula vê bom cenário para eleições de 2018: ‘Não é difícil ganhar’


Líder em todas as pesquisas prévias às eleições presidenciais de 2018, Luiz Inácio #Lula da Silva, o Lula, não se cansa de demonstrar confiança com relação ao desafio que terá no ano que vem. Neste domingo, 19, o principal líder da esquerda no Brasil discursou durante o 14° Congresso do PCdoB e chegou a dizer que “não será difícil vencer as eleições de 2018”.

Lula, no entanto, não tem presença confirmada no pleito – apesar de ter dito em mais de uma ocasião que pretende se candidatar. Ocorre que ele foi condenado em primeira instância pelo juiz federal Sérgio Moro, principal responsável pelas investigações da Operação Lava-Jato, por 9 anos e cinco meses por corrupção e lavagem dinheiro.

Se o TRF-4 [VIDEO] manter ou aumentar essa pena em segunda instância, o que pode ser feito até a data das eleições, o ex-presidente fica inviabilizado de concorrer.

Alheio ao aspecto judicial, Lula [VIDEO] lidera com folga as pesquisas, sempre transitando acima de 30%. No momento, iria a um eventual segundo turno contra o sempre polêmico deputado federal Jair Bolsonaro. No evento do PCdoB, outro tradicional partido da esquerda brasileira, o petista enalteceu a possível candidatura de Manuela, e não viu problema no fato de #PT e PCdoB terem candidatos separados em 2018.

“Manuela, mesmo quando fazemos uma campanha em que não vencemos, se ela for organizada, idelogicamente correta, se tiver apoio nas ruas, ela terá cumprido o seu papel de forma digna. Sobre mim, a única coisa que podem estranhar é se eu estiver nos comícios dela daqui pra frente”, brincou Lula.

Em termos históricos, PT e PCdoB caminham juntos nas eleições presidenciais desde o ano de 1989. O partido comunista esteve ao lado do PT nos governos Lula e Dilma, e teve políticos exercendo cargos importantes em ministérios e órgãos influentes ao longo desse tempo.

Críticas a Temer e Moro
Lula, por outro lado, voltou a desfilar críticas sobre o governo de Michel Temer e pediu união da esquerda contra a aprovação das reformas. Segundo ele, o governo Temer é “fraco”, mas goza de muito apoio entre os parlamentares do Congresso Nacional.

“Eu já não tenho mais idade para ficar gritando “Fora, Temer”, ou criar movimento “Fora, Temer” e ele ficar lá no poder. Não tenho mais idade para gritar que não vai ter golpe e mesmo assim ter golpe. Temos que parar com a gritar e evitar com que essas coisas aconteçam mesmo”, pediu Lula fazendo referência à reforma da Previdência, uma das grandes bandeiras do governo atual.

E, como não poderia faltar, também sobrou críticas a Moro, talvez o seu principal algoz desde que Lula deixou a presidência da República em 2011, sucedido por sua companheira de partido Dilma Rousseff.

O líder petista mantém a narrativa de perseguição por parte do poder judiciário e ainda fez um desafio ao juiz.

“Desafio qualquer procurador ou juiz a encontrar um real na minha vida que não seja meu de fato. Eles inventaram mentiras e agora não conseguem mais sair delas. Se tem político com rabo preso por causa da Lava-Jato, esse não é o meu caso. Quero respeito, apenas. Não sou acima da lei”, acrescentou.

Ele criticou a maneira como a polícia tem agido nos mandados de busca e apreensão na sua casa e na dos seus filhos, alegando tratamento diferente por se tratar de seus familiares. Lula discursou durante aproximadamente 40 minutos no evento do PCdoB em Brasília, Distrito Federal, e esteve acompanhado da presidente nacional do Partido dos Trabalhadores – PT, a senadora paranaense Gleisi Hoffmann. Ao lado deles e da pré-candidata do PCdoB à presidência da República em 2018, Manuela, estava o governador eleito do estado do Maranhão, Flávio Dino.

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