“Querem que a economia melhore, mas, sem o combate à corrupção, vamos vivenciar esta crise novamente” Dallagnol


“Percebemos um certo cansaço da população. Muitos que acreditavam que era uma investigação contra o PT não nos apoiam mais, outros querem que a economia melhore, mas, sem o combate à corrupção, vamos vivenciar esta crise novamente. É o momento da unidade, apesar do cansaço”, analisou Lima.

De acordo com Pozzobon, as eleições geram a oportunidade para o que ele define como “discurso do marco zero”, em uma reação ao estresse gerado contra os agentes políticos e econômicos por meio da investigação. “É preciso ter muito cuidado com esse discurso de que vamos anistiar a corrupção e seguir em frente, porque o país precisa se desenvolver. Se aceitarmos isso, estaremos aceitando o retrocesso, que vai nos colocar em uma situação pior do que a atual”, diz.

As delações premiadas

Questionados sobre a benevolência de alguns acordos de delação premiada, os procuradores evitaram fazer críticas públicas à Procuradoria-Geral da República. Para Lima, a delação precisa gerar um efeito multiplicador dentro de uma mesa de negociação: quanto mais a investigação tem interesse em uma informação, maior a moeda de troca do delator. “Nós temos que respeitar a posição da mesa de negociação. Vemos acordos que eu mesmo não concordo, mas foi o acordo possível naquele momento”, diz Lima.

No entanto, a delação, de acordo com o procurador, precisa gerar uma situação de instabilidade dentro da organização criminosa. “Uma colaboração gera um efeito dominó, que gera outra delação, que cria uma situação de insegurança nas organizações criminosas. É algo difícil de compreender: é uma lógica de mercado aplicada ao processo penal – porque são criminosos que ganham benefícios”, explicou Lima.

Por outro lado, Dallagnol reconheceu que a saída de colaboradores da prisão ou o cumprimento de penas em regimes semiabertos ou domiciliar não agrada a Força-Tarefa. “Só fazemos quando é absolutamente necessário para conseguir provas e informações contra um grande número de pessoas de igual ou maior importância. Se tivéssemos um sistema com penas altas, conseguiríamos penas maiores”, avaliou o coordenador da Força-Tarefa.

Com informações do uol

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